Convido-vos a lançar o olhar para além de nossas fronteiras paroquiais, para vislumbrar a encruzilhada civilizatória em que o Ocidente se encontra. Outrora o farol incandescente do progresso, da vanguarda e da bravura, o hemisfério ocidental afunda-se, hoje, no pântano da complacência, da autofagia moral e da letargia institucional. Debatemo-nos em questiúnculas fúteis, enquanto a roda da história gira de forma implacável.
Em contrapartida, no fulgor do Oriente, ergue-se um colosso de determinação espartana. As nações asiáticas, movidas por uma ética de trabalho inquebrantável e uma busca obsessiva pela perfeição técnica e educacional, marcham a passos largos rumo à hegemonia global. Eles não perdem tempo com tergiversações filosóficas estéreis; eles constroem, eles inovam, eles dominam! Se o Ocidente não despertar de seu torpor hedonista, se não resgatar o seu brio e a sua audácia fundacional, seremos inexoravelmente relegados ao papel de meros coadjuvantes, espectadores nostálgicos da nossa própria obsolescência.